Vamos falar sobre poder?

Poder é um aspecto muito, MUITO importante dentro das organizações e na nossa vida como sociedade.

Veja só o que tá acontecendo no espectro político do Brasil. De um lado, o PT, que tá há trocentos anos no poder. Do outro, Bolsonaro, que quer ter mais poder do que já teve em trocentos anos como deputado.

Nas empresas as coisas também funcionam assim. Livros foram escritos sobre poder. Robert Greene ficou famoso com “As 48 leis do Poder”. CEOs e presidentes tem poder.

Às vezes, parece que todo mundo tem poder, menos a gente.

Mas se eu te perguntar o que é poder, eu sei que você não sabe responder.

Alguns podem dizer que poder é fazer os outros cederem à sua vontade.

Outros podem dizer que poder é definir os objetivos que uma galera vai seguir.

Outros ainda podem dizer que poder é definir a estrutura da sociedade ou da organização.

E tem aqueles que vão dizer que poder é dinheiro.

Que diabos é poder?

Porque precisamos falar sobre poder?

Você provavelmente tem um trabalho. Se não tem, tenho certeza que tá procurando um.

E se você tá procurando um trabalho, vai ter que ceder a vontade de algumas pessoas. Nem que você seja o chefe, você não conseguirá ignorar boas sugestões dos seus subordinados.

Organizações, ou seja, os lugares onde a gente trabalha, tem poder. Ou seja, todo mundo negligencia a sua vontade e liberdade individual por um propósito em comum.

Eu poderia estar escrevendo o meu projeto de tese pro doutorado, mas eu estou aqui escrevendo o que é poder pra você. Neste momento, é você quem tem poder sobre mim.

Um coordenador de logística poderia ter a sua própria empresa de consultoria, mas cedeu ao poder da organização que remunera ele a um preço fixo por mês + DSR.

Mas sempre que a gente fala de poder a gente pensa nesse tipo de coisa. Um homem branco e velho engravatado com um charuto na mão usando pessoas como marionetes. Exatamente a pintura que a esquerda política pinta do empresário.

Mas o poder em organizações foi o que possibilitou a gente chegar até aqui. Foi o que possibilitou o celular na sua mão, ou o computador na sua frente.

Sem poder, não teríamos chegado até a lua, nem criado democracias, muito menos estabelecido liberdades individuais.

Entretanto, o poder é geralmente associado com coisas horríveis. Manipulação, violência, e dominação, por exemplo. “O poder corrompe”, eles dizem.

Mentira. Isso é leviano. O poder está para as organizações assim como o oxigênio está para a vida.

A parte positiva do poder.

Veja as manifestações de 2013 no Brasil – um movimento totalmente orgânico de cidadãos emputecidos com tudo, desde o aumento de 20 centavos na passagem de ônibus, até com o governo da Dilma. Tava todo mundo muito puto nesse tempo.

Veja, o poder tá relacionado às maneiras que as relações sociais, seja entre pessoas ou entre grupos, moldam as decisões e mudanças que acontecem diariamente.

Poder tá relacionado às escolhas e decisões que tomamos. E essas decisões e escolhas fazem diferença na vida das outras pessoas. Dependendo do quanto de poder temos, mais diferença nós fazemos.

Essa é a parte positiva do poder. Cada um tem um pouco de responsabilidade.

O poder é um processo, e não um resultado. Pegue o exemplo do CEO de uma empresa. O trabalho dele é tomar decisões, logo, ele tem poder. Muito poder.

Principalmente porque uma decisão errada da parte dele pode acabar com a empresa. É por isso que ele ganha tanto dinheiro. Ele é responsável por grande parte do seu trabalho e pela sobrevivência da empresa. Ele é responsável pelo processo de sobrevivência, porque o resultado é sempre incerto.

O CEO é remunerado pelas decisões que ele faz aqui-e-agora, apesar dessas decisões só apresentarem resultados que causarão reflexos no futuro.

Veja, por exemplo, a grande cagada que deu os Estados Unidos invadirem o Iraque. Uma decisão por uma pessoa que tinha poder, deu poder a outras pessoas com mochilas cheias de bombas nas costas.

A parte negativa do poder

Vamos pensar na África, por um instante. Os países africanos foram colonizados por europeus, e grande parte dessas colônias eram colônias de exploração.

Ou seja, como no Brasil, europeus escravizaram as pessoas que lá estavam, roubaram tudo que tinham pra roubar, e depois voltaram pra terra deles.

Só que ao contrário do Brasil, um grande território que ficou pra gente, eles dividiram a África em caquinhos que chamaram de países depois que eles saíram de lá. Uma decisão muito equivocada por parte das pessoas com poder.

Pessoas com poder juntaram tribos rivais no mesmo país, e dividiram tribos aliadas em países diferentes. E elas lutam por poder até hoje.

Quando um “presidente” é “eleito” na áfrica, ele automaticamente se torna um déspota. Tudo que ele faz é para ele e para a tribo dele.

Os burocratas intervencionistas juntaram na Nigéria, por exemplo, extremistas do Boko Haram e cristãos. O resultado? Assassinatos em massa e sequestro de mulheres.

E para piorar a situação, os países ao redor do mundo, quando vão negociar com a África, legitimam o poder desses líderes, uma vez que negociam diretamente com eles.

Essa é a parte negativa do poder. Despotismo e corrupção.

Eficiência, Disciplina, Compromisso, e Contestação

Antes que isso vire um ensaio sobre geopolítica, coisa que eu não entendo muito, mas é a melhor maneira de explicar o poder, vamos voltar pras empresas.

Nas empresas, o poder tem 4 faces.

Nas escolas de negócios, aprendemos que toda empresa tem que ser eficiente. Desde Taylor, escutamos que temos que fazer mais com menos. Ou seja, as pessoas tem que ser produtivas ao máximo, para ganhar mais dinheiro, e ter mais poder.

É um raciocínio simples, onde poder é igual a dinheiro.

Entretanto, ainda bem que a gente passou dessa fase, e hoje entendemos que disciplina também é sinônimo de poder.

Disciplina pode ser entendida como o controle sobre a alma das pessoas, e não demorou para que os militares, por exemplo, entendessem isso.

Então, além de se preocuparem com a produtividade das pessoas, a gente começou a controlar o horário delas, a vida delas, o jeito que elas comem e que descansam, que estudam e que trabalham.

Essas duas formas de poder, eficiência e disciplina, se baseavam na hierarquia. O tenente mandava nos soldados. MANDAVA. Não tem discussão.

E de repente, sem que a gente percebesse, criamos uma forma de poder chamada “compromisso”. O funcionário não só precisa ser eficiente e disciplinado, como agora ele precisa vestir a camisa da empresa e ter compromisso com o resultado e com o futuro da empresa.

É claro, não é? Ele depende da empresa para viver, mas a empresa não depende dele. Logo, se ele só for produtivo ou só for disciplinado não interessa mais. Ele precisa ter compromisso em ser o número 1.

É um tipo de coerção “soft”. O cara sendo compromissado vai cumprir todas as regras. Então a gente nem fala mais de produtividade e disciplina. A gente diz que se ele não tiver compromisso, ele tá fora.

E a última moda do poder é a contestação. Ou melhor, uma contestação produtiva.

Na verdade, a gente percebeu que um ser humano é capaz de fazer muita cagada (veja as ditaduras e burocratas lá em cima), e decidiu que a melhor maneira de tomar decisões é colegiada, consultando todo mundo, e percebendo que todo mundo tem uma parcela do poder.

A tendência é que a gente se volte para esse sistema de poliarquia, ou seja, onde o poder tá distribuído pelas pessoas.

E só você olhar ao redor, e ver que a hierarquia virou uma coisa velha. A galera viu que não funciona, principalmente porque temos uma racionalidade limitada.

Enquanto nas empresas a poliarquia tá tomando conta, e enfim estamos tomando decisões juntos, a gente tem que pensar em nós mesmos também.

Eficiência e disciplina são necessárias ainda, mas de dentro pra fora. Produtividade pessoal e disciplina sobre você mesmo são fatores cruciais para o seu sucesso (que nada mais é que a acumulação de poder).

Compromisso com os seus objetivos também é crucial para o seu sucesso, e de certa forma, compreende a eficiência e a disciplina em um conceito só.

Empresas precisam funcionar de maneira poliárquica. Mas você precisa ter controle sobre você mesmo para isso acontecer, cara.

Se você é uma daquelas pessoas que só estuda se tiver uma prova, e só economiza dinheiro se tiver um boleto pra pagar, talvez precise de alguém mandando em você.

É por isso que Jocko Willink diz que disciplina é poder. Eu vou além, e digo que compromisso é poder. Porque não adianta nada você estudar sem entender – disciplina sem eficiência. Não adianta nada você economizar e perder seu dinheiro pra inflação – disciplina sem eficiência.

É por isso que eu mando, toda sexta feira, um email pros executores.

Quem são os executores?

São pessoas do Brasil inteiro que pararam de ficar reclamando da vida delas e resolveram fazer alguma coisa pra melhorar, pra sair da caixinha e evoluir.

São pessoas que recebem emails falando sobre desenvolvimento pessoal todas as sextas feiras.

Quer medir o seu poder sobre você mesmo? Agora é a hora.

Se você quer continuar sendo mandado, precisando de uma hierarquia, e sem disciplina nem eficiência, feche essa janela.

Agora, se você prefere tomar a pílula vermelha da matrix e aprender novas maneiras de ser mais compromissado com você mesmo e com o teu futuro, clique aqui embaixo.

Clique aqui pra fazer parte!

REFERÊNCIAS

Clegg, S. R., Courpasson, D., & Phillips, N. (2006). Power and organizations. Pine Forge Press

Taleb, N. N. (2012). Antifragile: how to live in a world we don’t understand (Vol. 3). London: Allen Lane

Willink, J., & Babin, L. (2017). Extreme Ownership: How US Navy SEALs Lead and Win (New Edition). St. Martin’s Press

Photo by Fancycrave on Unsplash

 

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