Como transformar pensamentos ruins em coisas boas?

No último artigo, eu te ensinei a lidar com os seus pensamentos ruins em três maneiras:

  • Se distrair
  • Desafiar
  • Tomar distância

Clica aqui pra ver o artigo completo!

Mas eu guardei uma seção especial pra hoje, cara. Porque agora você vai conseguir transformar pensamentos ruins em pensamentos bons.

Como?

Bom, tudo de ruim que acontece com você é um desafio.

É claro que muitas pessoas encaram coisas ruins como catástrofes universais que vão acabar com a vida delas. Eu já fui assim, cara.

Mas hoje as coisas não me machucam mais. Eu criei uma casca, uma proteção contra isso. E tudo o que eu fiz tá escrito aqui.

Antes, eu ficava ruminando pensamentos ruins na minha cabeça. Hoje, jamais. Hoje minha cabeça só tem lugar para meu trabalho, minha família, e eu mesmo, bicho.

Tenho coisa demais pra fazer pra ficar pensando em merda. Aí o princípio de se distanciar e se distrair.

E quando uma coisa ruim acontece comigo, eu desafio imediatamente. É um hábito. Eu me pergunto se isso é realmente ruim, e se alguém vai se lembrar disso daqui 1 mês.

90% das vezes a resposta é “não”.

Mas tem mais coisa, vamos rever alguns fundamentos aqui.

ACC – Adversidade, Crença, e Consequência

A gente já viu a nossa reação imediata às cagadas que acontecem na nossa vida. Tá aqui o artigo completo, é só clicar.

As cagadas são as adversidades. A gente olha e dá sentido pra essas adversidades em um processo de sensemaking (segundo Karl Weick) e interpreta isso. Esse nosso sensemaking e interpretação vira uma crença. E essa crença é que tem consequências.

Eu vou repetir de maneira mais simples. Nenhum fato tem consequências. O sentido que você dá pro fato é que tem consequências, porque ele determina como você vai agir.

E esse teu estilo de explicar as coisas, esse teu sensemaking, esse sentido que você dá pro que aconteceu, essa tua interpretação, vem com você desde que você era pequeno. Você aprendeu a fazer isso com seus pais, com os adultos que estavam com você durante a infância, e com a professora da escolinha.

E provavelmente durante todos os seus anos de vida você não mudou isso. Por isso Freud e demais psicólogos enfatizam a infância, porque a gente não desafia as coisas que a gente aprendeu lá.

Esse artigo é uma chamada pra você desafiar tudo. Pra você colocar as suas velhas crenças em cheque, e por consequência, mudar os resultados das suas crenças.

Simples assim. E tem mais, não é difícil de fazer. Tem que se esforçar, como tudo nessa vida, né. Mas não é difícil se você se policiar e manter a coerência.

É mais ou menos como manter a postura quando você senta. Se você não cuidar da tua postura, vai dar cagada na coluna. Se você não cuidar do jeito que você explica as coisas pra você mesmo, das suas crenças, vai dar cagada na tua vida. 

Desafiando suas crenças

Para todas as adversidades que você encontra na sua frente, existem 4 faces:

  • Existem as evidências do que realmente aconteceu
  • Existem as alternativas para a responsabilidade do que aconteceu
  • Existem as implicações do que aconteceu
  • Existem as utilidades do que aconteceu

Então, por exemplo. Vamos supor que a Maria tenha esquecido de um encontro com um amigo. Ela furou com ele. Deixou ele sozinho no café que eles tinham marcado.

A evidência é que, realmente, a Maria fez cagada. A implicação é que, realmente, o amigo vai ficar chateado com você. 

O problema é que a Maria, que não sabe conversar com ela mesma, atribui implicações violentíssimas, sem realmente saber o que vai acontecer de fato. E ela ainda esquece das alternativas.

Então, porque ela esqueceu do encontro com o amigo, ela vai achar que a implicação disso é que a amizade acabou, que isso não se faz com ninguém, que o amigo vai pensar que ela não tem respeito nenhum, que ela é o o cocô da mosca do cocô do cavalo aleijado do bandido. A pior coisa do mundo. E não há outra alternativa. É isso aí.

E ainda, a Maria não vê nenhuma utilidade pra isso. Melhor seria se não tivesse acontecido. Ela vai se sentir irresponsável, ela vai se sentir inútil, uma péssima pessoa, péssima empregada, péssima namorada, péssimas filha péssimas cidadã. Ela não presta pra nada.

Só que a Maria pode olhar isso de uma maneira diferente. É claro que ela fez cagada (evidência). É claro que o amigo vai ficar chateado (implicação). Mas na definição de amigo, a compreensão de cagadas está nas tarefas. Ele vai saber que foi sem querer, e que não significa que a Maria não tá nem aí pra ele (alternativa).

Ele vai remarcar o encontro (implicação), e da próxima vez, a Maria vai. Sabe por que? Porque a Maria vai usar isso pra aprender que precisa se organizar melhor (utilidade). 

As evidências permanecem as mesmas. Mas a Maria agora desafiou o que ela acreditava que ia acontecer. Ela conseguiu pensar em alternativas, em implicações, e em utilidades diferentes pro que aconteceu.

Ela desafiou as crenças dela. Ela arrumou a postura, assumiu a culpa, e marcou de novo com o amigo. Sem grandes dramas. Ela se desculpou, assumiu a cagada, e o amigo entendeu. Bola pra frente. Nada catastrófico.

Energizando

Isso que a Maria acabou de fazer é energizar uma coisa ruim que aconteceu. E essa talvez seja a chave pra curar qualquer tipo de tristeza.

Veja, é claro que ninguém pode te fazer parar de se sentir mal. Coisas ruins acontecem. Shit happens. Pessoas morrem, quem tem carro se envolve em acidentes, motociclistas caem, a economia cai, enfim. Isso faz parte do jogo.

Mas o jeito que você enquadra as coisas pode mudar fundamentalmente a tua resposta a elas. Seligman chama isso de “energizar” as coisas ruins.

Energizar é tirar o melhor que você pode delas. Usar coisas ruins como um catalisador pra tua mudança para uma vida melhor. 

E para você conseguir fazer isso, precisa mudar o jeito que você pensa das coisas ruins que acontecem com você, sejam elas culpa sua ou não, bicho.

Para pegar as coisas ruins e transformar elas em coisas boas, você precisa saber que para todas as adversidades, você tem uma resposta pronta.

E cabe a você desafiar essa resposta pronta, essa tua crença, e tirar dali 4 coisas:

  • Evidências do que aconteceu
  • Alternativas para o que aconteceu
  • Implicações para o que aconteceu
  • Utilidades para o que aconteceu

Nessa semana, eu mandei um email bem explicadinho pra uma galera que recebe meus emails. Não tá aqui no site, tá só no email.

Eu sempre favoreço eles, porque eles são os meus “clientes”. Clientes entre aspas porque eles não pagam nada por isso. São eles que lêem tudo que eu escrevo, e eles que estão transformando a vida deles com o que eu falo aqui.

Se você quiser receber a versão completa disso, faz o seguinte:

Clica no link que eu vou te mandar aqui embaixo. Você vai receber um email meu de boas vindas, e vai fazer parte desse grupo de pessoas, dos meus “clientes”. 

Você vai receber, nesse primeiro email, meu livro sobre estratégia. Você pode aplicar ele na tua empresa ou na tua carreira. 

Responda esse email, e eu te mando o registro de todos os emails que eu já mandei pra eles, e aí sim, você pode ficar atualizado em tudo, cara.

Por que eu faço isso de graça? Por que eu acho um tesão ter pessoas interessadas no que eu escrevo e falo. Eu acho maravilhoso ajudar as pessoas. Faço isso de graça, velho.

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REFERÊNCIAS

Seligman, M. E. (2006). Learned optimism: How to change your mind and your life. Vintage

Weick, K. E. (1995). Sensemaking in organizations(Vol. 3). Sage

Dweck, C. S. (2008). Mindset: The new psychology of success. Random House Digital, Inc.

Photo by Ashley Whitlatch on Unsplash

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