Um segredinho sobre liderança que o Kennedy te ensinou e você não percebeu

Em 1962, John Kennedy, então presidente dos Estados Unidos, fez um discurso dizendo:

Por que a lua? Por que esse é o nosso objetivo? Isso é o mesmo que perguntar por que escalar a montanha mais alta. Por que, ha 35 anos atrás, sobrevoar o atlântico? Nós escolhemos ir para a lua porque esse objetivo vai organizar e medir as nossas energias e habilidades , porque é um desafio que queremos aceitar, que não podemos deixar para depois. O espaço está ali, e a gente vai escalar. A lua e os planetas estão lá, novas esperanças para o conhecimento e a paz estão lá.

Tá, Caio. Por que você fez eu ler isso?

Cara. Liderança é um assunto muito estudado em teoria organizacional.

Mais precisamente, o tópico que tá bombando ultimamente é como traduzir o maior objetivo de uma organização para todos os funcionários.

E não adianta dizer que é só falar pra eles. Não.

Não funciona assim porque muitos não conseguem ver a conexão entre esse grande objetivo e o seu trabalho do dia a dia.

Dá uma olhada nesse discurso do Kennedy, e vamos ver o que ele fez certo, e o que ele pode ensinar pra gente!

1. Tradução concreta da missão

O objetivo da NASA, de 1962 até 1970 era pousar na lua com uma pessoa, e trazer esse cara de volta – vivo, de preferência.

Mas pra que diabos serve a NASA? Pra colocar gente na lua? Abrisse então, sei lá, uma agência de turismo, né

Poucas pessoas sabem para que serve a NASA, e isso é de propósito, na verdade.

Essa foi a primeira tacada certa do Kennedy.

Ele pegou a missão da NASA, que era o avanço da ciência, termos vagos e idealistas que não levam ninguém a lugar nenhum, e transformou em um objetivo concreto.

Ele simplesmente pegou a missão, a aspiração de longo prazo de uma organização, e falou, ninguém entende essa porra, vou desenhar pra galera entender.

Tente pegar a sua missão, a sua visão, enfim, o que você quer fazer no longo prazo, e botar no papel na forma de um objetivo simples que todo mundo entenda 😉

2. Metáforas e Analogias

O cara era muito bom, bicho.

Ele comparou a lua a uma montanha, você percebeu?

Ele disse que o espaço esta ali, e que a gente vai “escalar” ele.

Porra, quem vai escalar o espaço, cara?

A grande questão é que escalar é uma coisa familiar, e que a gente já fez. Mas ninguém nunca construiu um foguete, tocou fogo no rabo dele, e subiu pra fora da terra.

A metáfora de escalar o espaço como alguém escala uma montanha pintou uma imagem na sua cabeça. Uma de possibilidade.

3. Figuras de Linguagem

Me conta uma coisa. Cadê a paz? Tá aí no teu bolso?

Pois é. Não. A paz não está em lugar nenhum porque ela não existe fora da sua imaginação. A paz é uma coisa que a gente inventou, ela não existe.

A mesma coisa com o conhecimento. Ele é uma invenção sua. Você não pode apontar pra um livro e dizer: “tá ali o conhecimento”. Não. Tá ali o livro. Você precisa LER.

Mas o Kennedy era tão, tão foda, que ele convenceu uma galera que a paz e o conhecimento estavam não no livro, não no coração, MAS NA LUA, CARA!

Ele pintou uma imagem na sua cabeça de que assim que alguém chegasse na porra da lua, acharia um objeto chamado “paz” e outro chamado “conhecimento”, enfiaria no bolso ou em uma maletinha, e ia trazer de novo pra nós.

O cara juntou o que é abstrato, imaginário, com o que é concreto, real!

Aplicação:

Cara, administradores, estrategistas, e pessoas que estudam organizações sempre dizem que toda empresa precisa ter uma missão e uma visão.

Eu falo isso no meu ebook que te ensina o mínimo que qualquer um deveria saber sobre estratégia.

Mas não adianta muito, principalmente se a sua organização é muito grande, você ter uma missão e uma visão imaginária. Inefável. Fenomenológica.

Você precisa traduzir a sua missão para as pessoas. E não existe melhor jeito de fazer isso que com metáforas, analogias, e figuras de linguagem.

Isso é importantíssimo para a felicidade das pessoas que trabalham com você.

Como assim?

Claro, bicho. Quanto mais as pessoas vêem o significado do trabalho delas, melhor elas trabalham, mais produtivas elas são, e mais felizes elas ficam.

Existe uma entrevista de um faxineiro da Nasa na época, que falou o seguinte:

Eu não estou varrendo o chão. Eu estou colocando o homem na lua

Faça esse favor para as pessoas que trabalham com você, bicho.

Aumente o significado do trabalho delas. Faça elas entenderem que elas não estão trabalhando pra você ganhar dinheiro, mas sim para fazer algo maior.

Essa pessoa será mais feliz, mais produtiva, e mais leal a você.

Eu falo sobre isso no meu livro sobre estratégia, que eu mandei para  um grupo de pessoas que recebem emails meus uma ou duas vezes na semana.

Esses emails seriam meus melhores posts aqui, mas eu prefiro privilegiar esses caras que estão na minha lista. Eles também sempre recebem os materiais que eu faço por primeiro.

Eles foram os primeiros a receber o meu livro, que valeria uns 50~80 reais se eu fosse cobrar.

É só o sumo, o extrato dos estudos em estratégia.

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REFERÊNCIAS

Carton, A. M. (2018). “I’m Not Mopping the Floors, I’m Putting a Man on the Moon”: How NASA Leaders Enhanced the Meaningfulness of Work by Changing the Meaning of Work. Administrative Science Quarterly63(2), 323-369

Foto sem fonte :/

 

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