Todo mundo tem um pouco de depressão. Qual o seu pouco?

Eu tenho certeza que esse artigo vai gerar uma comoção muito grande por parte de psicanalistas Freudianos e psiquiatras.

Eu tenho convicção de que o debate é a melhor fórmula para a gente avançar nosso conhecimento sobre qualquer assunto, e por isso, eu dou minha cara a tapa todos os dias aqui.

Toda crítica é bem vinda, desde que seja bem construtiva, e não apenas um “ah, ele só fala merda”, “ele não é psicólogo e não pode falar de depressão”, ou ainda “ele não é psiquiatra, e não pode falar de depressão”.

Tudo o que eu te falo aqui é referenciado na literatura científica, bicho. Eu não inventei isso (como Freud inventou, falando nisso).

Mas eu preciso te dizer. Eu escrevo sobre produtividade, e já falei aqui que depressão é um dos maiores inimigos da produtividade, e cada vez mais, temos pessoas rotuladas como depressivas na nossa sociedade.

Então a gente precisa entender melhor o que é isso, antes de ficar 2 anos indo no psicanalista, ou antes de ficar a vida inteira tomando anti-depressivos – as duas maneiras mais aceitas para lidar com a depressão.

1. A Depressão Freudiana

Freud escreveu seus ensaios sobre a depressão há mais de 80 anos, cara.

E me desculpem, psicanalistas, Freud era mais um palpiteiro do que um cientista. Ele fez um bom uso de imaginação e pouco uso de observações clínicas pra saber do que ele tava falando.

Resumidamente, Freud imaginou que a depressão era uma raiva contida dentro do seu subconsciente, desde criança, resultado de um abandono materno.

Como você não pode odiar a sua mãe, você odeia a si mesmo.

E vai além. Esse ódio está escondido dentro de você, porque nem você mesmo pode pensar que odeia a sua mãe. Portanto, você não consegue se livrar da depressão.

Só penetrando por entre todos os obstáculos do seu subconsciente é que você tem acesso aos seus conflitos internos e pode resolvê-los. A famosa “cura pela fala”, onde o psicanalista faz você falar, falar, falar, falar, até que consegue se livrar do que sentia.

O problema dessa abordagem é que os pacientes demoram anos para se livrar de um problema que poderia ser corrigido em meses.

A depressão é geralmente episódica. Isto é, ela vai e vem. Vai e vem. Não é um “estado de espírito”, ou um way of life.

É claro que não podemos, como um professor meu diz, jogar o bebê fora com a água do banho. Freud foi um liberador. Ele foi o primeiro a sair da caixinha para pensar as coisas.

Mas as ideias dele, mesmo assim, continuaram meio loucas e sem sentido, como os postulados de que você quer transar com a sua mãe e matar o seu pai.

2. A Depressão Médica

Os psiquiatras, por sua vez, dão risada do Freud e falam que a depressão é química. Seu cérebro é que tá errado. Mais precisamente, é um defeito no seu cromossomo 11.

Uma maneira de tratar isso é com droga. E aí, cara, você tem uma farmácia inteira a sua disposição. Outra maneira, e “graças a Deus” superamos isso, é o eletrochoque – aquele dos filmes antigos.

Essa visão é mais acertada que a de Freud, primeiro porque existem evidências científicas por trás dela. Você pode ser depressivo por natureza, com características herdadas dos seus pais.

Mas tratar isso com drogas parece ter efeitos sub-ótimos. Ou seja, poderia ser MUITO melhor.

Primeiro porque nem todos respondem bem ao tratamento, e daí inicia-se uma viagem pela farmacinha até achar uma droga que “dê certo, funcione bem pra você”.

Segundo porque nem todo mundo precisa de drogas anti-depressivas, cara. Na verdade, poucas pessoas tem o “gene” da depressão, tem o cérebro com um parafuso meio solto. Mas mesmo assim, são tratadas com drogas.

Terceiro porque ficar tomando drogas em pílulas como quem come mentos não é legal, e faz depressivos mais light ficarem dependentes de coisas externas. Ou seja, quando o paciente para de tomar o remédio, a depressão volta.

3. Uma visão “positiva” da depressão

Já pensou se a solução pra depressão fosse mais fácil que anos de terapia ou de tratamento com drogas?

Já pensou que a depressão pode ser uma coisa natural que acontece com todas as pessoas?

Já pensou que a depressão pode não ser uma doença, mas sim um puta mal humor, uma tristeza muito grande – mas passageira?

Já pensou que ao invés de ser causada por coisas que aconteceram quando você era criança, ela pode ser causada por algo que aconteceu com você ontem?

Já pensou que a depressão pode ser causada por uma interpretação errada que você fez de alguma coisa? Como achar que o mundo está de olho em você e observando de perto tudo que você tá fazendo, e julgando todos os teus atos, e dando risada dos teus erros?

Já pensou que a depressão pode só acontecer quando você fica fascinado pelos seus sentimentos e pensamentos pessimistas sobre tudo o que acontece e aconteceu na sua vida?

Martin Seligman e toda a escola da psicologia positiva, que nasceu na Universidade da Pennsylvania pensam assim, cara.

Eles provam cientificamente, em revistas com revisão dupla e cega por pares, que talvez tudo o que a gente pense sobre depressão está errado.

Eles provam que talvez, o jeito que a gente pensa as coisas pode estar nos prejudicando. 

E pra variar, tanto individualmente quanto organizacionalmente, a gente tá tratando as causas dos nossos problemas de um jeito errado.

Se você quiser saber mais sobre isso, a gente pode conversar, bicho. Agende um Horário aqui.

Mas antes, eu acho que você deveria receber os meus emails.

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Pra essas pessoas, eu mando meu melhor conteúdo. Aquelas coisas sensacionais que eu escrevo, e só compartilho com eles.

Dá uma olhada. Eu sei que você vai curtir. 

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REFERÊNCIAS

Seligman, M. E. (1975). Helplessness: On depression, development, and death. A series of books in psychology. New York, NY: WH Freeman/Times Books/Henry Holt & Co

Peterson, C., & Seligman, M. E. (1984). Causal explanations as a risk factor for depression: Theory and evidence. Psychological review91(3), 347

Miller, W. R., & Seligman, M. E. (1975). Depression and learned helplessness in man. Journal of abnormal psychology84(3), 228

Klein, D. C., Fencil-Morse, E., & Seligman, M. E. (1976). Learned helplessness, depression, and the attribution of failure. Journal of personality and social psychology33(5), 508

Photo by Sydney Sims on Unsplash

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