Um jeito fácil para melhorar a tua vida e a tua carreira (5 minutos de leitura)

Eu já fui pessimista. E hoje sou otimista. Você também pode se caracterizar como um otimista ou pessimista.

Otimismo e pessimismo são dois jeitos de olhar a vida e as coisas que acontecem com a gente. Ou você é otimista, ou você é pessimista.

“Ah Caio, mas eu sou realista”

Se você é realista, provavelmente é um pessimista que não quer se rotular, mas vamos ver isso mais adiante.

O Pessimista

Qualquer coisa que acontece com o pessimista é motivo para desespero total.

Já viu algum colega ficar muito preocupado depois de levar uma comida de rabo do chefe? E depois de uma briga com o cara-metade?

São eventos assim que desencadeiam uma série de pensamentos negativos nos pessimistas.

Os pessimistas quase que automaticamente, pensam no pior. Se levou uma carcada do chefe, pensa em demissão, pobreza, tentativas frustradas de recolocação. Se brigou com o cara-metade pensa em divórcio, separação dos filhos e dos bens, tristeza, solidão.

Os pessimistas pensam e internalizam uma mentalidade de que as coisas ruins durarão para sempre.

E que essas coisas ruins, que serão eternas, mancharão a vida e a carreira delas pro resto da vida.

Mas o pior ainda está por vir.

Pesquisas mostram que pessimistas desistem muito mais facilmente das coisas, porque tendem a pensar que não são bons o suficiente.

Eles também tem mais tendência a apresentar comportamentos ansiosos e depressivos.

Somando todos esses fatores, eu tenho certeza que você vai concordar comigo que é coerente atribuir ao pessimismo uma boa parte da estagnação na vida e na carreira.

Vamos conhecer o outro lado?

O Otimista

Coisas ruins acontecem com os otimistas também. Eles também se divorciam, eles também tomam bronca do chefe, eles também não batem meta.

São pessoas imperfeitas, são gente que nem eu e que nem você. Só que eles sabem lidar com as adversidades, com as pedras que aparecem no caminho.

Afinal, merda acontece e a gente tem que dar um jeito nas coisas de qualquer maneira, né?

Porque ao contrário dos pessimistas, os otimistas olham para as coisas ruins de um jeito diferente.

Os otimistas vêem qualquer ameaça, qualquer falha, qualquer imperfeição como inevitável naquele momento.

É uma concepção similar o amor fati de Nietzsche. Eles vêem as coisas como naturais, como desafios da vida que devem ser superados. Não poderia ser diferente.

É claro que os otimistas ficam tristes, putos, chateados, com raiva e também choram. Mas sempre com a consciência de que as coisas são passageiras, temporárias.

Depois de um tempo, eles dão a volta por cima, eles recuperam a energia e vão com tudo pra superar os desafios que a vida coloca na frente deles.

Quando os otimistas tem um problema, eles encaram como um desafio, e vão pra cima.

É claro. Os estudos mostram que os otimistas ganham dos pessimistas em diversas áreas, não só profissionalmente.

Veja, estudos nos contam que otimistas são melhores na escola, na faculdade, no trabalho, nos esportes, nos testes de aptidão, em termos de saúde, de expectativa de vida, e até de longevidade.

Otimismo X Pessimismo

Vamos quebrar um pouco essas duas seções aqui de cima. É muita coisa pra falar. 

  • Otimistas não tem “analysis paralysis”, ou seja, a paralisia pela análise. Sabe quando vc tem tanta coisa pra fazer que não sabe por onde começar?

Frequentemente, pessimistas ficam paralisados, e porque eles tem tanta coisa pra fazer, acabam não fazendo nada.

Por outro lado, os otimistas veem que tem coisa pra cacete pra fazer, e arregaçam a manga e começam a fazer.

Por isso as “to-do” lists funcionam. Os otimistas vão riscando suas tarefas uma atrás da outra. Enquanto os pessimistas estão pensando em qual tarefa fazer primeiro.

  • Os otimistas vão melhor na escola, na faculdade, na pós, etc, porque eles encaram coisas novas com um olhar diferente.

Ao invés de sofrerem da famosa síndrome do impostor, aquela sensação de que você não é bom o suficiente para estar onde você está, os otimistas arregaçam a manga e trabalham para se tornarem bons o suficiente.

Enquanto isso, o pessimista fica preso nos seus pensamentos pensando, pensando, pensando, geralmente sobre como ele não é bom o suficiente, e acaba não saindo do mesmo lugar nunca!

  • Os otimistas são melhores nas atividades físicas e nos esportes

Sim, é claro. Assim como no “reino” intelectual, os otimistas aprenderam que eles podem se tornar melhores com esforço. Então eles tendem a tentar mais, se desafiar mais, ir mais longe.

Se eles correm por 1 km, vão aumentando progressivamente, se desafiando progressivamente. Enquanto o pessimista não tem ambição de melhorar.

  • Os otimistas são mais saudáveis e podem viver mais tempo

Porque os otimistas são melhores nos esportes, isso já dá uma vantagem. Sabemos os benefícios da prática de atividades físicas para a nossa saúde, mas tem mais.

A partir do momento que você desiste de ficar estressado por qualquer coisa, e encara os problemas como coisas passageiras e desafios naturais a serem superados, o stress diminui.

Junto do stress, diminui a frequência e a pressão cardíaca. Diminui a vontade de comer até quase morrer. Diminui a vontade de encher a cara na sexta-feira, sábado e domingo. O número de cigarros. As noites mal dormidas.

“Pô, Caio. Até que faz sentido isso que vc tá falando. Mas, como que eu viro um otimista?”

Como ser otimista?

Ué. Como tudo novo que você quer fazer na vida. 

Tempo, esforço, prática, leitura, etc.

Por isso eu tô aqui pra te ajudar. Você sabe da minha história.

Eu deixei de ser um obeso mórbido (140kg) com colesterol e triglicerídeos altíssimos, pressão alta, com refluxo e gastrite, quase alcoólatra.

Eu caminhei esse caminho, cara.

Eu escolhi viver até os 70 ao invés de morrer aos 40. Eu escolhi ganhar 30 anos de vida.

Eu sei que é difícil. Mas se eu consegui, velho, qualquer um consegue.

Quer dar mais um passo?

Então você tem que clicar aqui embaixo pra fazer parte de um grupo de pessoas que também sabem que podem mais.

Essas pessoas recebem de mim dois emails por semana. Seriam meus melhores artigos aqui, mas eu mando só pra eles.

Essas pessoas conversam comigo por email, tiram dúvidas, fazem perguntas, enfim. São meus queridos e queridas. 

Se você quer mudar a sua vida, acho que é um bom segundo passo.

Porque o primeiro você já deu lendo essas 1100 palavras pra chegar até aqui 😉

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REFERÊNCIAS

Seligman, M. E. (2006). Learned optimism: How to change your mind and your life. Vintage.

Schulman, P. (1999). Applying learned optimism to increase sales productivity. Journal of Personal Selling & Sales Management19(1), 31-37

Niranjana, P., & Pattanayak, B. (2005). Influence of learned optimism and organisational ethos on organisational citizenship behaviour: A study on Indian corporations. International Journal of Human Resources Development and Management5(1), 85-98.

Seligman, M. (1996). The optimistic child: How learned optimism protects children from depression

Plomin, R., Scheier, M. F., Bergeman, C. S., Pedersen, N. L., Nesselroade, J. R., & McClearn, G. E. (1992). Optimism, pessimism and mental health: A twin/adoption analysis. Personality and individual differences13(8), 921-930

Photo by MARK ADRIANE on Unsplash

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