Por que é tão difícil inovar? 4 Sinais Vermelhos para sua empresa.

Em toda a história da administração, vimos grandes empresas ir para o lixo em questão de anos.

Xerox, Kodak, Nokia, Blockbuster, Blackberry, Polaroid, Motorola, Palm, Compaq, e AOL são alguns exemplos.

Vários fatores que são sistêmicos em todas as empresas do mundo apontam para alguns sinais vermelhos em comum

Mas o principal é que as pessoas que estão dentro das empresas não aprendem com a história.

Primeiro Sinal Vermelho – Gestão

A gestão de uma empresa tem que ser que nem o Cerveró. Um olho no produto de hoje, outro no produto de amanhã.

Isto é, ao mesmo tempo que as coisas tem que funcionar hoje, o gestor deve estar preocupado com o que vai funcionar amanhã.

Mas as empresas estão mais preocupadas em fazer as coisas funcionar do jeito que são, e fazer pequenas inovações, pequenos atos empreendedores para ir se atualizando.

O problema é que o mundo não vive mais de pequenas inovações, ou pequenos atos empreendedores.

O mundo vive de grandes disrupções.

Segundo Sinal Vermelho – Hierarquia e Estrutura

Hierarquias e estruturas organizacionais fixas são como um Gol 1.0 de janelas fechadas na chuva do inverno.

Tá todo mundo dentro fazendo o trabalho deles, mas ninguém consegue ver o que tem pra fora porque o vidro tá todo embaçado.

Dentro do golzinho é tudo uma maravilha. As descrições de cargos são bem definidas, e cada um cuida da sua caixinha.

Os departamentos são individualmente inovadores. O pessoal de compras sempre tá inventando coisa nova. Os caras do marketing também.

Mas ninguém consegue olhar pra fora pra ver o que tá acontecendo.

As inovações ficam confinadas ao nível do departamento, e ninguém é estimulado a seguir outros caminhos.

Terceiro Sinal Vermelho – Arquitetura

Ninguém sabe o que é a arquitetura organizacional.

De uma maneira bem resumida, a arquitetura de uma organização é como os processos e relacionamentos estão conectados uns aos outros, de modo que a empresa consiga conversar entre departamentos.

A arquitetura organizacional facilita o cumprimento da estratégia, otimizando os processos dentro da empresa – inclusive os de inovação.

O problema é que para a organização inovar, ela precisa mudar a sua arquitetura.

Ela precisa de novos processos, de novos procedimentos que primeiro possibilitem, e depois facilitem a inovação

E se uma empresa não sabe como é sua arquitetura, nem como mudar sua arquitetura, esqueça, bicho.

Quarto Sinal Vermelho – A empresa só faz o que tem que fazer

Fazer o que tem que ser feito é velho. É blasé. É brega.

Todo mundo faz o que tem que fazer.

Tem empresa que tem como grande proposta de diferencial “fazer o trabalho bem feito”, porra, faça-me o favor, bicho.

Todo mundo faz o trabalho bem feito. É o mínimo que se espera.

Qual é o teu excedente?

O que você entrega a mais?

O que você produz a mais?

A Moral da História:

Inovações incrementais são muito bem vindas, cara.

Mas daqui 10 anos, só as inovações radicais sobreviverão.

Toda organização hoje faz inovações incrementais em processos e no produto.

Essas inovações incrementais nem precisam ser tão inovadoras. Elas reduzem custos, e aumentam a produtividade.

Com o avanço da tecnologia, isso é natural e esperado. 

Mas o problema é que nenhuma organização se importa suficientemente com as inovações radicais, aquelas que viram o mercado de cabeça pra baixo.

E aí vem outras empresas, startups comandadas por um bando de piá na faculdade, e acabam com as antigas empresas.

No começo do texto, falei da Xerox, Kodak, Nokia, Blockbuster, Blackberry, Polaroid, Motorola, Palm, Compaq, e AOL. Lembra?

Xerox foi substituída por documentos .pdf.

Kodak e Polaroid pelo Instagram.

Nokia, Blackbery, Motorola, Compaq e Palm pela Apple e Samsung

Blockbuster pelo Netflix

AOL pelo Google.

O que as empresas que substituíram tem em comum?

São mais jovens, Tem uma estrutura descentralizada. Tem uma gestão voltada para a inovação. 

O que as empresas que foram substituídas tem em comum?

São velhas, engessadas, e se limitaram a inovações incrementais nos seus produtos.

Ninguém mais quer uma máquina de xerox, com funcionalidades melhores.

Ninguém mais quer alugar um dvd com delivery por drone.

Acabou. O mercado desses caras foi varrido. Extinto.

Empresas que continuam se limitando a inovações incrementais de melhoria de produto estão ignorando totalmente a história, e estão fadadas à repeti-la.

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REFERÊNCIAS

Christensen, C. (2013). The innovator’s dilemma: when new technologies cause great firms to fail. Harvard Business Review Press.

Christensen, C., Hall, T., Dillon, K., & Duncan, D. S. (2016). Competing against luck. HBX Connext. Harvard Business School, Boston.

O’Reilly III, C. A., & Tushman, M. L. (2016). Lead and disrupt: How to solve the innovator’s dilemma. Stanford University Press.

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Photo by Samuel Zeller on Unsplash

 

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