6 características de um chefe ruim

Recentemente, com a humanização das empresas, chefes acabaram se tornando líderes.

Mas ao que tudo indica, essa é apenas uma mudança semântica. Ou seja, só mudaram a palavra.

Sabe o “colaborador“? Então, é a mesma coisa que funcionário, mas com uma palavra mais bonitinha.

O chefe é a mesma coisa que o líder, mas com uma palavra mais bonitinha.

Ainda tem muito líder por aí se achando chefe, no sentido de que ele é superior aos outros não apenas hierarquicamente, mas na vida. Mais competente. Mais bem sucedido. Mais sortudo. Mais inteligente. Mais rico. Mais famoso. Mais influente.

O líder/chefe é o cara que não peida nem caga. É o cara que não é humano. Não tem sentimentos ou frustrações, não fica triste, não tem defeitos.

Sabemos que nenhum ser humano é assim, mas de qualquer maneira, o chefe não é um ser humano. Ele é algo superior a isso.

Sem mais delongas, aqui estão as seis características de um chefe ruim:

1.Ele é um herói

Bom demais para ser verdade. Ele é seu chefe e você deve agradecer a Deus pela oportunidade de trabalhar com ele.

Puxar o saco é pouco. Você precisa estender o tapete vermelho quando ele estaciona aquela banheira dele na vaga reservada de estacionamento.

Afinal, ele é superior, ele é um herói. Graças a ele, a empresa está indo tão bem no meio da crise.

2. A culpa é dele e ele põe em quem quiser

Como ele é um ser perfeito, com grandes responsabilidades, frequentemente vai dar merda.

E como ele sabe que vai dar merda, a culpa nunca é dele. A culpa é da economia, do país, dos políticos, do macroambiente econômico, dos funcionários.

A culpa é dos “colaboradores” que não são inteligentes, ou que não seguiram as ordens dele.

3. Ele ganha muito mais que os funcionários

A empresa está indo bem. As vendas estão fenomenais. Tudo tá dando certo, cara.

Mas como é graças ao chefe, então é só ele que tem um aumento de salário.

O bônus dele é bem maior que o teu.

Os analistas ainda ganham a mesma coisa, os coordenadores e gerentes também. Afinal, eles não fizeram nada para as coisas darem certo.

O chefe fala que esses caras “abaixo deles” apenas obedeceram ordens. Então não há aumento salarial pra ninguém.

Assim como um rei olha para os seus servos, o chefe olha para baixo na hierarquia.

E ainda fala que isso se chama meritocracia, e é assim que as coisas são feitas dentro da empresa.

4. Ele tem que provar que é superior

E ele faz isso de qualquer maneira. 

Socos na mesa, gritos com funcionários, respostas rudes a críticas construtivas, você sabe de quem eu tô falando.

Ele é superior até à empresa que ele trabalha, porque afinal, empresas sempre vão e vem, mas ele é eterno.

Ele está estressado, não tem mais criatividade nem tesão de trabalhar. Porque o trabalho dele não é mais para os outros, mas sim para ele mesmo.

5. Ele demite pessoas arbitrariamente

Claro, afinal, é um prazer trabalhar com ele, então ele escolhe quem vai ter o privilégio.

Ele é superior, e decide sobre o futuro das pessoas. Ele é Deus.

Então, se alguém não ajuda ele a alimentar seu ego, ou não puxa o saco, bye bye.

Lucro e ego são mais importantes que as pessoas. 

E ele se defende falando que “algumas pessoas são piores que outras” ou soltando o adágio de que “onde tem gente, tem merda”.

Afinal, a satisfação dos funcionários não é uma métrica boa para o sucesso. 

6. O discurso dele é um, a prática é outra

Muitos são culpados disso, na verdade, não só o chefe ruim.

Em emails, entrevistas, e conversas motivacionais, essas pessoas enfatizam os stakeholders, a caridade, a solidariedade e a compaixão.

Afinal, é isso que vende, não é?

Mas por detrás das cortinas, foda-se tudo isso e vamos fazer dinheiro.

E eu não digo que dinheiro não é importante. É sim.

Mas eu já falei aqui que só dinheiro não leva as coisas pra frente.

Chrysler, Enron, Scott Paper, AOL, Lehman Brothers, e outras provam isso, com evidências muito bem documentadas.

Essas empresas contrataram CEOs e presidentes com esses seis probleminhas.

E foram destruídas por essas pessoas.

E cara, o problema não é destruir uma empresa. Isso é o de menos.

O problema é brincar com a vida das pessoas que trabalham nessas empresas, que tem burnout, que trabalham até as 11h da noite todo dia, e não tem um final de semana de paz.

Algumas empresas chegam a se orgulhar desse estilo “meritocrático” de ser.

Talvez por isso não consigam manter pessoas por mais de 1 ano no seu quadro.

Ou ainda talvez por isso alguns casamentos acabem, alguns filhos sejam negligenciados, ou ainda uns se achem melhores que outros.

Talvez por isso estimulantes como Ritalina e Adderal nunca foram tão receitados na história. Prozac, Bupropiona, Venlafaxina, e outros anti-ansiolíticos também.

Talvez por isso a maioria de nós estejamos gordos e fora de forma. Sem ler alguma coisa desde que saímos da faculdade, e olhe lá.

Não tem como a gente desvencilhar a vida profissional da vida pessoal. Você tem uma vida. Ponto.

E por isso que eu falo que a minha missão é ajudar as pessoas a serem mais felizes, e empresas a serem mais produtivas.

Não tem como falar de empresas sem falar de pessoas, e falar de pessoas sem falar de empresas.

Afinal, todos nós passamos pelo menos 40 horas por semana dentro de uma empresa.

Se você tá afim de sair desse ciclo vicioso, eu acho que tá na hora de você fazer uma escolha.

Eu tenho uma lista de emails com um pessoal que já percebeu o quanto isso é insustentável.

Eles tão dando um passo pra mudar a vida deles.

Você também vai dar esse passo?

Clique Aqui para dar esse passo.

Collins, J. (2001). Good to great: Why some companies make the leap… and others don’t. Random House

Dweck, C. S. (2008). Mindset: The new psychology of success. Random House Digital, Inc..

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Photo by Hunters Race on Unsplash

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