Uma lição sobre Mindset e Garra – por Luka Modric

O melhor jogador de futebol da copa do mundo de 2018 foi Luka Modric.

Na verdade, tava todo mundo torcendo pra Croácia, né. Mas não foi dessa vez.

A história dos Croatas na Copa do Mundo apela muito para o nosso instinto (será?) de admirar a superação.

E Luka Modric foi o personagem principal dessa história.

A História:

Modric nasceu em 85, e sua família teve que fugir da guerra da independência da Croácia em 91.

Por causa da guerra, o pai de Modric se alistou no exército, e o piá ficou com a mãe e o avô.

O avô dele, pouco tempo depois, foi executado pelas forças rebeldes.

Mais um tempo passou, e a casa deles foi queimada.

Os Modric viveram como refugiados em um hotel por 7 anos, até que as coisas se acalmassem.

A única maneira que o hoje melhor jogador de futebol da copa tinha para se distrair, era – adivinhe: jogando bola.

Começou jogando no estacionamento do hotel que eles moravam, e depois na escola.

Mas presta atenção. Ele começou a jogar bola com 6 anos.

O futebol pra ele era um jeito de se distrair, e ele tentou entrar num time.

Conseguiu uma vaga em um time infantil de um clube da terceira divisão do campeonato Croata.

Daí ele foi galgando seu espaço.

Não antes de ter sido chutado por alguns clubes porque era muito pequeno e leve.

Com 16 anos ele já estava num time grande (Dínamo de Zagreb), e com 18 já tava ganhando prêmios como o melhor jogador da liga.

A Lição

Quem olha de fora vê uma história comovente e comum, na verdade.

Com Neymar aconteceu a mesma coisa, afinal, ele jogava bola na favela até conseguir um lugar no time do santos.

Mas aqui não é lugar de comoção. Vamos falar da ciência por trás de tudo isso.

A maioria dos jogadores de futebol no mundo começaram a jogar o esporte muito cedo.

Frequentemente, era a única coisa que tinham para fazer, e passavam muito tempo praticando e jogando.

E, você tem que concordar comigo, futebol é um hobby para muitos. Diferente de ler, por exemplo.

É mais “prazeroso” praticar tiros livres, dribles, e outras habilidades durante 8 horas por dia, do que ler um livro por 8 horas por dia.

Além disso, frequentemente os jogadores de futebol não tiveram o estímulo para a leitura. Então, vai ser futebol mesmo.

Agora vamos fazer uma conta básica.

Vamos supor que Modric, Neymar, ou o craque da sua escolha tenha passado 10 anos praticando futebol, até conseguir se tornar um jogador notável.

Vamos supor ainda que praticavam 4 horas por dia (contra-turno escolar), e descansavam no final de semana.

Partindo do pressuposto de que no ano tem uns 250 dias úteis, vezes 4 horas por dia, temos um total de 1000 horas. Redondinho.

1000 horas vezes 10 anos: 10.000 horas de prática.

Agora vamos fazer um exercício.

  • Qual foi a última vez que você colocou 10.000 horas de trabalho em alguma coisa?
  • Qual foi a última vez que você praticou alguma coisa por 4 horas por dia durante 10 anos?

Modric e Neymar não são talentos naturais. Talento natural não existe.

Modric e Neymar são pessoas como eu e você. Com histórias diferentes, mas seres humanos normais.

Não são “gênios”. Não nasceram com um talento inato.

São pessoas que praticaram uma coisa por 10.000 horas desde que tinham 4 ou 5 anos de vida.

UMA coisa. Não várias coisas.

E mais importante. Eles praticaram uma coisa que tem um valor altíssimo para nós todos.

O Futebol é uma indústria milionária, e esses caras se deram muito bem nessa indústria, nesse segmento, nesse nicho.

10.000 horas de prática em um nicho milionário = fama, dinheiro, etc.

Não tem segredo, na verdade.

Claro, estou deixando vários aspectos de lado.

Neymar ainda é uma criança em campo. René Simões já tinha dito que teríamos problemas com ele. Modric é mais maduro.

Mas no reino profissional, esses dois jogadores estão entre os melhores do mundo.

E a gente ainda pode chegar lá.

Malcolm Gladwell (2008) já tinha dito que bastam 10000 horas de prática para construir excelência.

Angela Duckworth (2016) já provou que precisamos de garra para ter essas 10000 horas. Não tem atalho.

E Carol Dweck (2008) bateu o martelo e fechou o assunto. É esforço mesmo e ponto final.

Isso é ciência, não palpite.

Isso que eu faço. Essas são minhas 10.000 horas.

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REFERÊNCIAS

Gladwell, M. (2008). Outliers: The story of success. Hachette UK

Dweck, C. S. (2008). Mindset: The new psychology of success. Random House Digital, Inc

Duckworth, A. (2016). Grit: The power of passion and perseverance . New York, NY: Scribne

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Foto: Não sei a fonte :/

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