Me dê cinco minutos para mudar sua visão sobre especialistas na sua organização

Você sabe. A gente vive em um mundo de especialistas.

O caminho natural depois da faculdade é fazer uma especialização em alguma coisa.

Em negócios, as pessoas vão para RH, Marketing, Logística, etc.

E isso causou uma má reputação para os generalistas, aqueles que vão para uma pós, como eu, e continuam estudando de tudo.

Rótulos como “o cara que sabe um pouco de tudo”, ou “a gente precisa que você seja mais focado” são comuns para generalistas.

Eu nem preciso te dizer o quanto eu discordo com esse tipo de rótulo, né? Já falei sobre isso aqui.

E ainda jogo uma lista de literatura em neuroplasticidade, capacidade de aprendizado, esforço, e mindset de crescimento para embasar o meu argumento.

Mas o meu ponto aqui é outro, é provar as coisas com ciência das organizações, então vamos lá.

Em administração, uma das revistas científicas mais celebradas é o Strategic Management Journal.

Em um artigo, cientistas da Universidade de Maryland e Michigan fizeram a pergunta:

E aí, bicho, é melhor ter generalistas ou especialistas na organização?

Claro, você tem duas dimensões nessa pergunta, cara.

Primeiro: O que o cara sabe?

É evidente que tanto o generalista quanto o especialista tem conhecimentos diferentes, em áreas diferentes.

Segundo: Quem o cara conhece?

Não podemos negar a importância das relações pessoais nesse caso também.

Quem conhece mais clientes e mais pessoas que possam ajudar a organização a aumentar a sua competitividade, deveria ser aquele que está na linha de frente, né?

Pois é, então. O que eles descobriram pode acabar com algumas preconcepções por aí.

Eles descobriram que os generalistas tem muitas virtudes. E nem venha dizer que ninguém falou que eles não tinham.

Milhões de empresas estão buscando apenas especialistas, como se o departamento de Marketing tivesse que ter só pessoas de marketing e o de RH só pessoas de RH.

Os generalistas conseguem alavancar muito melhor a sua rede de contatos que geram vantagens competitivas, porque o conhecimento diverso deles significa uma maior base de potenciais clientes. (Byun, Frake, e Agarwal, 2018)

Claro, a especialização sempre permite que indivíduos tenham habilidades mais profundas, e cria uma identidade própria para a classe.

Isso é frequentemente um sinal de “qualidade” para o mercado.

Perceba que sempre que queremos legitimar alguma prática, ou seja, convencer o público que nosso produto vale a pena, falamos que somos “especialistas” nisso.

Mas mesmo assim, precisamos de generalistas para coordenar e comunicar as nossas ações. (Ferriera & Sah, 2012)

Individualmente, você sempre precisa de um “olhar de fora” para saber como deve seguir a sua vida.

Por isso coaches existem.

Mas na sua organização, esse olhar de fora tem que partir de um generalista.

E por isso consultores existem.

Então, que tal de ao invés de contratar um consultor, que vai te cobrar os olhos da cara para falar o que é óbvio, contratar um generalista, que pode fazer isso por muito menos, e ainda te ajudar em outras coisas?

“Mas Caio, você não faz consultoria? Como você faz propaganda contra você mesmo?”

Lembre que a minha missão é ajudar os outros, falar a verdade e o que a ciência descobre.

Generalistas lidam melhor com complexidade, são mais ágeis para resolver problemas dinâmicos, e tem visão mais completa do que está acontecendo.

A comunidade acadêmica fala isso faz pelo menos 10 anos cara. E por isso eu faço um desabafo.

Eu fico profundamente chateado que as pessoas vejam e admirem empresas como Google, Facebook, e as demais do Vale do Silício deslanchando em termos de inovação e criatividade.

Porque essa visão, esse olhar tupiniquim ainda é limitado ao que aprendemos na faculdade (com livros bem ultrapassados) e ao nosso falho senso comum.

Afinal, quem já foi dar uma lida no Strategic Management Journal pra saber o que deve fazer com as políticas de RH?

Pois é. Ninguém.

Logo do lado do Facebook, Google, e outros expoentes da tecnologia, inovação, disrupção, e exemplos de gestão, você tem:

  • Universidade da California em Berkeley
  • Universidade da California em San Diego
  • Universidade da California em Davis
  • Universidade da California em Los Angeles
  • Universidade da California em Irvine
  • Universidade da California em Merced
  • Universidade da California em Riverside
  • Universidade da California em San Francisco
  • Universidade da California em Santa Barbara
  • Universidade da California em Santa Cruz
  • E só pra apavorar, Universidade de Stanford também, do ladinho do vale do silício.

Por isso eu tô aqui falando isso, cara.

Tem muito que a gente pode aprender com as pessoas que encaram as organizações e a gestão como ciência.

Só que ninguém sabe disso.

Minha missão aqui é ajudar as pessoas a serem mais produtivas e empresas a serem mais lucrativas.

Eu faço isso com ciência, não com palpite.

Eu faço isso com artigos publicados em revistas com métodos científicos rigorosos e fidedignos, com revisão cega por pares. Não com o que seu blogueiro preferido acha que dá certo.

E eu faço isso de graça, todo dia aqui.

E tem uma maneira de você aproveitar mais essas coisas.

Eu mando por email, umas duas ou três vezes por semana, alguns insights que eu tenho com as minhas leituras.

As pessoas que tão nessa lista são aquelas que sabem que podem melhorar, tem uma mentalidade de crescimento, e vão atrás do que precisa para transformar a vida e a organização delas.

Se você chegou até aqui, você é uma dessas pessoas.

O que vc tá esperando?

 Clique aqui pra fazer parte!

REFERÊNCIAS

Byun, H., Frake, J., & Agarwal, R. (2018). Leveraging who you know by what you know: Specialization and returns to relational capital. Strategic Management Journal

Castanias RP, Helfat CE. 2001. The managerial rents model: theory and empirical analysis. Journal of Management 27(6): 661–678.

Ferreira D, Sah RK. 2012. Who gets to the top? Generalists versus specialists in managerial organizations. Journal of Economics 43(4): 577–601.

Photo by Fancycrave on Unsplash

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