O que o Google pode te ensinar sobre Grana

Eu sou professor de modelos de negócio e estratégia. Se você me perguntar qual a empresa mais fantástica do mundo, eu com certeza direi que é o Google. Mas por que?

Eu uso esses conceitos que eu vou falar aqui embaixo nas minhas consultorias, nas minhas palestras, e também falo isso no coaching.

Geralmente as pessoas pensam que uma empresa ganha dinheiro vendendo um produto. Alguém vai e cria alguma coisa que as pessoas querem, produzem isso equilibrando o preço de produção com a qualidade final, vendem pelo preço mais alto que conseguirem, e mantém um estoque suficiente para repetir esse ciclo.

O tesão de vender um produto que o valor dele pode ser duplicado. Pegue um livro seu, por exemplo. Ele é um produto, mas ele só foi escrito uma vez. A fórmula da coca-cola só foi escrita uma vez. Todo o outro trabalho é de repetir o processo de impressão e de produção do refrigerante. Easy money.

Melhor ainda com e-books, softwares, etc. “Ah Caio, mas esses não são serviços?”.

Bom… Não. Em serviços, você tem funcionários que fazem algo. Você tem que manter o padrão do serviço. Veja o exemplo clássico para um serviço: Corte de cabelo. O corte de cabelo não pode ser estocado, nem ser colocado na sua pasta do dropbox. O corte de cabelo não pode ser feito pela internet, nem remotamente.

Enfim, vamos voltar para o Google. O Kaufman (2011) fala que a gente tem 12 maneiras de criar valor para alguém. Desde criação de produtos até aluguel. O Google é fantástico porque ele cria valor para todos. Todas as empresas precisam do Google. Ninguém pode ignorar o Google.

Dizem que nem Deus consegue agradar todo mundo. Pois o Google foi lá e conseguiu.

É que você entendeu a moral da história? Eu já tive três empresas e me fodi nas três. Porque? Duas razões, e a relevante é a segunda, para este post.

  1. Eu não tinha tanta maturidade, tesão, e disciplina quanto eu tenho hoje.
  2. Eu vendia algo que as pessoas não davam valor o suficiente.

Hoje eu vejo todas as cagadas que fiz, erros bizarros. Mas meu objetivo aqui é tapar alguns buracos que a faculdade de administração deixa abertos.

O ato de vender algo é simples, cara. As pessoas devem valorizar o seu produto/serviço mais do que elas valorizam o dinheiro delas.

Quando o seu produto/serviço for mais importante do que uma empresa ter lucro no final do mês, ou for mais importante que sobrar dinheiro para o mês que vem, as pessoas comprarão de você.

Se você não vê isso acontecendo com você (como eu não via nas minhas últimas tentativas empreendedoras), eu acho que é um forte preditor que você deve pensar melhor sobre o assunto.

Quer falar mais sobre isso? Clique aqui!

REFERÊNCIAS

Kaufman, J. (2011). The personal MBA: A world-class business education in a single volume. Penguin UK.

Gerber, M. E. (2002). The E-myth revisited: Why most business don’t work and what to do about it

Osterwalder, A., & Pigneur, Y. (2010). Business model generation: a handbook for visionaries, game changers, and challengers. John Wiley & Sons.

Photo by rawpixel on Unsplash

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